sexta-feira, 13 de agosto de 2010

AQUECIMENTO + CONSCIÊNCIA = FUTURO



Imagine a situação, você está em sua piscina, curtindo seu dia de folga, que por sinal não poderia ser melhor, piscina, bebida geladinha, sua mulher, namorada, ficante, ou aquela menina que você sai, lá curtindo o sol, o calor, e que calor, mas, de repente abre-se um portal do tempo e seu bisneto, tataraneto, ou tata......raneto, ou todos eles juntos aparecem por este portal e começam a reclamar do mundo deles, e o quanto você e a sua geração da sociedade contribuíram para que o mundo no tempo deles fosse terrivelmente quente, com temperaturas elevadas ao cubo, escassez de água potável, extinção cada vez maior de animais, plantas e outros seres vivos, desigualdade social cada vez maior, natalidade e expectativa de vida caindo, mortalidade infantil subindo, a pobreza chegando mais e mais em cada família, e as doenças, se disseminando em todos os continentes em velocidade espantosa. Você perplexo fecha os olhos e conta até 3 esperando que nada disso fosse realidade, abre os olhos, e eles ainda estão ali, o que você faria? Sairia correndo? Ou atenderia a suplica dos seus descendentes?
Bom, não precisamos esperar por uma visita de nossos descendentes para acordar e ver o que está acontecendo com o mundo em que vivemos, passado-se anos desde a assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos, vemos que o mundo necessita de uma nova declaração, mas não de direitos e sim de Deveres Humanos, tanto civis quanto dos estados, para deter essa destruição que está ocorrendo com o ambiente. Existem muitas organizações, mas muitas mesmo, preocupadas em estabelecer os direitos humanos, e somente algumas estão preocupadas em estabelecer as obrigações das pessoas.
Será que gostaríamos que nossos antepassados, tivessem poluído mais os rios, usado de mais energia nuclear, depositando seus dejetos radioativos no fundo do oceano ou em buracos, levando a extinção milhares de espécies tanto animais quanto vegetais, tivessem queimado carvão e petróleo como nós fazemos? É, olhando por esse lado, creio eu que fica claro: Não temos o direito de fazer o mesmo.
Como já muito foi dito, o planeta não nos pertence, nem o herdamos das gerações passadas, e sim, o pegamos emprestado das gerações futuras, e como qualquer coisa que pegamos emprestada, devemos devolvê-la da mesma forma que a emprestamos, mas, não é bem isso que esta ocorrendo com o empréstimo de natureza que fizemos.
Como Jostein Gaarder disse: “A nossa é a primeira geração que está afetando o clima terrestre, e a última que não terá que pagar o preço por ter feito tal coisa. Tendo em vista o que está ocorrendo em nosso planeta, nos atreveríamos a nascer na metade do próximo século?”
Nosso padrão de consumo já nos levou a uma rota de colisão com a natureza, colocando em perigo a capacidade do planeta de auto-regeneração, imagine se o padrão de consumo da cultura ocidental tivesse conseguido achegar-se à África, Índia, China e a todo o Sudeste Asiático, a catástrofe com certeza não seria evitada.
O verdadeiro problema é que, sabemos onde estamos errados, sabemos que o tempo está se esgotando, mas não fazemos nada para mudar, e se não agirmos, logo será tarde.
Dizem que se uma rã é posta na água fervente, ela saltará rapidamente para fora, mas se a água for aquecida gradativamente, ela não se dará conta do aquecimento e tranquilamente se deixará ferver até a morte. A degradação que nossa geração está causando ao ambiente, ainda é algo que pode ser comparado ou desmentido em relação ao que se diz sobre a rã, mas somente nós mesmos seremos capazes de nos salvar desta destruição final.
Somos nós que fazemos o futuro, muitos pensam ser meros expectadores dos fatos globais, mas devemos aprender que somos nós os atores, e que estamos modelando nosso futuro agora mesmo.






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