Cidades são ilhas de calor, um fenômeno atmosférico bastante conhecido que comprova que os centros urbanos chegam a ser até quatro graus centígrados mais quentes do que áreas rurais, desde que mantidas as outras condições: vento, localização geográfica, altitude, etc.
Até hoje imaginávamos que as emissões de dióxido de carbono, mais altas nas cidades do que nas zonas rurais, tinham um efeito global, sem maiores repercussões nas áreas em que eram emitidas. Um estudo da Universidade de Stanford, dirigido pelo professor Mark Jacobson, diretor do programa Energia e Atmosfera, demonstrou, contudo, que os danos das emissões de dióxido de carbono afetam as cidades mais do que as zonas rurais em virtude das cúpulas de CO2 que se formam sobre as áreas urbanas. Isto é uma boa e uma má notícia. Má porque nós que vivemos em cidades sofreremos mais, e boa porque agora as cidades e os países onde elas se situam terão que desenvolver programas que diminuam a emissão de dióxido de carbono. Não haverá mais aquela desculpa de que nossos esforços gerariam benefícios para os outros no mundo todo.
O dióxido de carbono é o mais importante gás causador do efeito estufa, um problema global, mas o professor Jacobson demonstrou que ele também causa o aumento da temperatura local e do conjunto de poluentes atmosféricos, como as partículas em suspensão. O estudo, divulgado pelo Financial Times, foi publicado originalmente pelo Environmental Science and Technology; é a primeira evidência científica para a necessidade de controle local das emissões de CO2.
As poucas normas reguladoras de CO2 em todo o mundo têm sido justificadas com base no aumento de temperatura, elevação do nível do mar, suprimento de água e poluição atmosférica global. Não há até o momento nenhuma regulação baseada na relação entre as emissões e efeitos locais. Este atualíssimo estudo do professor Jakobson, entretanto, mostrou que a regulação do CO2 pode diminuir em 50 a 100 o número de prematuros mortos por ano na Califórnia devido à poluição atmosférica, além de reduzir a temperatura das cidades.
A partir de agora, temos razões científicas para que os nossos políticos exijam o controle das emissões de dióxido de carbono em nossas cidades, e mais um motivo para exigir uma nova indústria que respeite os limites impostos pela natureza. A economia é um subsistema do ambiente e não escapa das leis físicas. Uma nova economia, dentro destes limites, permitirá cidades mais limpas e menos quentes.
Até hoje imaginávamos que as emissões de dióxido de carbono, mais altas nas cidades do que nas zonas rurais, tinham um efeito global, sem maiores repercussões nas áreas em que eram emitidas. Um estudo da Universidade de Stanford, dirigido pelo professor Mark Jacobson, diretor do programa Energia e Atmosfera, demonstrou, contudo, que os danos das emissões de dióxido de carbono afetam as cidades mais do que as zonas rurais em virtude das cúpulas de CO2 que se formam sobre as áreas urbanas. Isto é uma boa e uma má notícia. Má porque nós que vivemos em cidades sofreremos mais, e boa porque agora as cidades e os países onde elas se situam terão que desenvolver programas que diminuam a emissão de dióxido de carbono. Não haverá mais aquela desculpa de que nossos esforços gerariam benefícios para os outros no mundo todo.
O dióxido de carbono é o mais importante gás causador do efeito estufa, um problema global, mas o professor Jacobson demonstrou que ele também causa o aumento da temperatura local e do conjunto de poluentes atmosféricos, como as partículas em suspensão. O estudo, divulgado pelo Financial Times, foi publicado originalmente pelo Environmental Science and Technology; é a primeira evidência científica para a necessidade de controle local das emissões de CO2.
As poucas normas reguladoras de CO2 em todo o mundo têm sido justificadas com base no aumento de temperatura, elevação do nível do mar, suprimento de água e poluição atmosférica global. Não há até o momento nenhuma regulação baseada na relação entre as emissões e efeitos locais. Este atualíssimo estudo do professor Jakobson, entretanto, mostrou que a regulação do CO2 pode diminuir em 50 a 100 o número de prematuros mortos por ano na Califórnia devido à poluição atmosférica, além de reduzir a temperatura das cidades.
A partir de agora, temos razões científicas para que os nossos políticos exijam o controle das emissões de dióxido de carbono em nossas cidades, e mais um motivo para exigir uma nova indústria que respeite os limites impostos pela natureza. A economia é um subsistema do ambiente e não escapa das leis físicas. Uma nova economia, dentro destes limites, permitirá cidades mais limpas e menos quentes.
Fonte: Dep. Índio da Costa
Indicação: Gleyson Costa

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